sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Causo do Adão Flores
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Planetas

Certa vez em um certo pequeno planeta, de uma certa distante galáxia um certo casal lá convivia. Ambos tinham tal afinidade que chegavam completar as frases um do outro. Suas manias e loucuras eram completas e completadas entre os dois, ela dizia que o planeta era muito empoeirado, ele criticava o céu, ela queria dormir até o terceiro sol, ele deixava a mão pra fora do cobertor para por nas costas dela enquanto esta dormia, resumindo ele saía mais cedo da cama...
Mas eles sabiam que aquele pequeno planeta que certa vez havia sido dois planetas que orbitavam em volta de outros planetas,e que por forças do universo que ninguém saberia explicar, se encontraram e quase que como numa supernova eles se uniram , ao longo de 4 mil anos, ambos foram absorvendo, as qualidades e acostumando-se aos defeitos e assim nasceu esse planeta em sua comedida perfeição.
Ele era um ser inconstante, inquieto sempre atrás das novidades, ele contava as estrelas e nomeava as constelações, para ela, ele dizia q todos corpos celestiais invejavam sua beleza, ela não admitia que era a mais bela criatura em anos luz, e que enchia os olhos dele toda vez q este a olhava com um olho enquanto o outro era escondido pelo travesseiro.
Mas como todo cara,homem,menino ou guri ele errou, crucialmente mesmo não querendo errar, mesmo sabendo que já havia errado antes e que ela não toleraria mais,ele pulou para outro planeta , de um amigo que por ali passava, e pretendia cair de volta em seu planeta na volta , mas não ocorreu com ele esperava, a demora tomou conta do tempo e ela esperou, e esperou e esperou, chorou tanto que ali surgiram riachos e rios , mares e oceanos. Quando ele voltou com mil desculpas e munido do desespero da perda, viu seu planeta menor, muito menor, e com um pequeno rio cruzando-o. Até hj ele tenta achar ela e seu planeta, ele não cansa de perguntar pra todos outros donos de planetas mas poucas pistas foram lhe dadas, a mais significativa foi a de que uma certa indiazinha, viajava em um certo pequeno planeta úmido e triste, mas decida a não voltar atrás. No planeta dele um rio novo surge a cada ano.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Brevíssimo ensaio sobre quem vêm do Havaí
Essa realidade simulada de nacionalismo carcomido em que eu, de havaianas reclamo aos sete ventos da corrupção, dos preços, dos juros, da taxa selic,o escambal, não esta com nada. O bom brasileiro da televisão e das propagandas deveria ser chamado de “brasilificado”. Sim esse é o triste caso onde a cultura fútil e imposta se apropria do individuo. Para a francesa que folheia a revista as havaianas aqui tem o preço pequeno, mas em contra partidas as bundas aqui são maiores, ces’la vie moncherrie.
Enfim essa cultura enlatada que a publicidade vende não pode ser tratada como verdade imperial. O Brasil não é apenas terra de havaianas barata, mais que praias e seleção de futebol somos a índia, a áfrica do sul, somos um país que veste GAP e Shox para se orgulhar de ser brazilian.
sábado, 23 de abril de 2011
Veisalgia

A luz tentava furiosamente invadir o quarto; com astúcia a velha cortina de feltro impedia que o quarto iluminasse. Mas logo um feixe de luz oriundo de um buraco milimétrico; com precisão cirúrgica acertara em cheio a retina do olho direito de Marcos. Um murmuro ouviu-se no recinto, algo que se fosse traduzido de sua língua primitiva,matinal e etílica seria certamente indicio de uma diabólica...ressaca.
Os pés em couro tocaram o chão e dele receberam uma fria recepção(mais grunhidos são ouvidos). O trajeto até o banheiro era penoso, lembranças da noite anterior alvejaram o cérebro de Marcos e como flechas venenosas contaminaram seu consciente. Tombos, vômito ,álcool , tudo vindo de encontro com o presente, cenas aterradoras e vergonhosas. A torneira se abriu, água no rosto, pasta na escova e aquilo que um dia foi comida repousava em uma marola contida pela louça marfim, mas jatos ferozes de água despacharam aquela figura castanha para longínquas tubulações . Parecia que tudo estava começando a acontecer, a velocidade em que marcos abriu a geladeira só não foi maior que o vácuo que saiu desta. O estomago humano precisa de comida ainda mais um estomago que foi solicitado tantas vezes para verter tão ferozmente as refeições passadas.
O que fazer agora? Sem dignidade e memória um homem pode viver, mas sem uma refeição decente pra curar a ressaca não dá! Uma procura incessante havia começado naquele apartamento, calças e bermudas voaram, todas com seus bolsos devassados, mas nada sequer um níquel apareceu. As opções estavam escassas, sem dinheiro, sem comida e quase sem memória ele sabia como agir. Nesse estado ele fez aquilo que qualquer jovem universitário pseudo intelectual circundado de ideais faria... Ligou para sua mãe.
- Alô, mãe?
- Oi meu filho, que voz é essa? Gripe?
- Não acabei de acordar, ein tu depositates aquela grana que te pedi... Pra aquele seminário e tal?
- A eu vou bem meu filho, também sinto saudades...
- Ah desculpe, mãe... Tudo bem por aí o pai ta bem ? E a Maria?
- Hehe desculpado... Tudo bem sim teu pai ta lá fora, agora deu pra insistir que tem uma fuinha destruindo o quintal, ta lá de bunda pra cima espalhando veneno pra tudo que é lado... a Maria tá experimentando o vestido pro debut dela, tu vem né?
- Vou sim , mas ein sobre aquele dinheiro...
- Ah sim, depositei pra ti hj pela manha.
- Obrigado mãe, muito obrigado te amo bjo depois te ligo...
- De nada, tbm te amo...alo, alo, não deveria ter dito tão cedo que tinha depositado.
Nosso intrépido e prosaico guerreiro já tinha as informações que precisava então ele se vestiu com agilidade chinesa e se pôs em direção ao banco onde, onde sua glória de papel o aguardava. O sol foi contido pelas lentes duvidosas dos óculos “Ray bamm”,( Sim dois “m” a origem do óculos também é duvidosa) os passos eram rápidos e decididos, o Banco estava perto , só mais algumas quadras talvez duas... os pensamentos eram os melhores, não tão melhores quanto a parede de ar frio que nocauteou marcos no momento em que ele abriu a porta da agencia bancária sua vontade era de ter ficado ali estático por uns mil anos, apenas apreciando a função daquela magnífica invenção do homem, mas a fome é maior que qualquer devaneio e numa fração de segundos o cartão foi introduzido na fenda da maquina, mas a leitura magnética não ocorreu então repetidamente o ato de tirar e por seguiu-se até que finalmente o dinheiro saiu, faltou apenas a maquina "suspirar e ascender um cigarro".
Com o dinheiro em mãos, e roncos no estomago ele não pensou meia vez. Correu direto para a primeira birosca que achou, perguntou o que tinha para comer, a resposta foi a de que como já eram 15:00, apenas lanches estavam disponíveis, um xis completo foi ordenado acompanhado da coca-cola mais gelada do condado e ali ele ficou, e esperou com uma paciência sacerdotal, sua merecida refeição.
Reza a lenda que no exato momento em que chegou o lanche e o refri, estes foram devorados com tanta gana, que até hoje a sombra do prato,do copo e de marcos permanecem lá, suas siluetas eternizadas pela velocidade impiedosa dos dias.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O Erro, a Reflexão e a Compreensão
O sonho é meu e o tempo tanto faz. Não se morre de ¨tempo perdido¨.
Viver é aventurar-se nas trilhas cruas. O passo firme nas pedras soltas.
Uma linha tênue separa os que sempre comeram em talheres de prata, daqueles que trilham sem norte, andam em círculos e por vezes paralizam catatônicos.
Aviso aos que comem no bravo Duralex e ficam mais sábios quando fustigados, em vez de envenenarem-se na própria peçonha. Os senhores são as pessoas mais interessantes que se pode conhecer.
Todos os caminhos fazem algum sentido, o fatalismo cega diante das portas que se abrem. Há desorientados, não fracassados.
O Âmago Abandonado, a Consciência, um Mago
Acordei num torpor sedado e por um imenso pântano circundado. Noite de inverno sem lua, talvez a mais escura. Vi um galho ao vento desenhar um vulto na água parada, mesmo indefinido, enxergava um sorriso q logo se desfez...
No primeiro passo na escuridão, foi meio corpo enterrado em um bolsão de lama, certamente me enfiei onde nem ao menos havia calcário para fazer o chão. Escutei um velho desdenhando: ¨Não reclamas se não enxergas o chão, aumente teus braços com o que tens à mão e aprenda que às vezes é confusa a visão¨.
Arranquei um galho alcançável, fiz uma base e enfim saí do barro.
Cansado, sujo, faminto e picado por mil mosquitos zumbindo à loucura, olhei pro céu como não costumava olhar. Pedi por água, alimento, ou algo para anestesiar.
Montei um estrado entre 3 galhos próximos, cobri com larga folhagem nativa e escureceu.
Gritei alto e silenciei. No silêncio escutei o velho desgraçado: ¨Te fudeste por agora, e se fizeres fogo, aumentarás muito tuas chances de fazeres parte do amanhã e aprenderes que só teu pensamento limita, tuas possibilidades sempre foram infinitas¨.
Eu tinha um isqueiro molhado e uma faca de churrasco, havia palha entre galhos entrevados e uma casca de árvore seca.
Amanheceu 6h. 4 horas lutando por fogo e a fumaça surgiu na palha . Já não valia nada, mas eu gargalhava feliz.. Meu orgulho era real, por segundos sentí-me imortal.
O velho apontou e disse: ¨Use teu talento mais bonito, dentro deste desequílibrio compulsivo. Mesmo que faças merda e farás, o mundo desabará tantas vezes quantas permití-lo e irá levantar-se cada vez mais sólido, desde que não construas beirando o precipício. Sejas simples consigo, usa o que sabes e aprenderes para auxiliar os amigos e os demais. Faça das merdas o cimento, a cola da torre erguida nas virtudes frustradas e vitórias desprezadas. E por 10s simplesmente não sejas crítico, abra os braços, sorrias e sejas lindo. Entendas tua individualidade, e apartir daí conversaremos.¨
Mesmo muito tosco, o velho disse o que eu precisava. Espero notícias desse velho amigo, que nem nome revelou.
(Editem os textos, aqui deu pau na hora de formatá-los) Bruno Caldas.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Pirâmide invertida
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A dura vida do acadêmico carnívoro.
-Meio quilo de guisado...de segunda por favor.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Agora sim, Libertadores 2011!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Contratações gaúchas
Diálogo extraído de um bar em Porto Alegre:
-Tu viste quem o Colorado trouxe pro lugar do Alecsandro?
- Não, quem?
- O Cavenaghi. Aquele centroavante argentino que jogava uma barbaridade quando era do River Plate.
Outro diálogo, em uma mesa na calçada do mesmo bar:
- O que acharam do gol do Lins no Gre-Nal?
- Esse é o cara pro lugar do Jonas.
Nove, entre dez colorados, aprovam a contratação do centroavante argentino Fernando “El Torito” Cavenaghi, 27 anos, que retorna à América do Sul após sete anos do futebol europeu. Reeditará, com D’Alessandro, a vitoriosa dupla de 2004, nos milionários de Buenos Aires. Além de Cavenaghi, já foi anunciado o meia-atacante Zé Roberto, ex-Vasco, e espera-se pros próximos dias o acerto com o volante argentino Mario Bolatti, 25 anos, atualmente na Fiorentina.
Sem dúvidas, o Inter forma um grande elenco e está novamente entre os favoritos ao título da Copa Libertadores da América. Especula-se uma possível transferência de Guiñazú somente para agosto, visto que na competição sul-americana não há limite para estrangeiros, diferentemente das competições nacionais, onde podem serem relacionados apenas três por partida.
No tricolor da Azenha, a situação é diferente. Chegou ao Olímpico apenas um bom reforço: Rodolfo, 28 anos, ex-Fluminense e Lokomotiv. Desembarcaram também em Porto Alegre o meia-atacante Vinícius Pacheco e o centroavante Lins, artilheiro do Criciúma na Série C do Campeonato Brasileiro em 2010. Depois das negativas de Ronaldinho Gaúcho e Aimar, e da saída turbulenta de Jonas, o Grêmio ainda busca um reforço de expressão. O nome pode ser Carlos Alberto, se é que podemos encontrar expressão no polêmico jogador. O meia, de 26 anos, que passou, dentre outros, por Porto, Werder Bremen e atualmente está no Vasco, teve no último domingo um desentendimento com o presidente vascaíno Roberto Dinamite, e está afastado do elenco principal.